Categoria: Práticas pedagógicas

Proteger a Floresta: Caça-Palavras Curupira

Temos muitos motivos para proteger as nossas florestas, que, infelizmente, a cada dia vem passando por uma devastação, marcada por desmatamento e queimadas.

Uma figura folclórica que podemos citar para trabalhar esta questão tão importante é o Curupira (Protetor das florestas), que vive na floresta para expulsar os invasores que querem matar os animais e destruir a floresta.

E você sabia que muitos defensores, “curupiras da vida real”, foram mortos por proteger nossas florestas?

Agora temos uma proposta: encontrar no caça-palavras abaixo o que o nosso querido Curupira protege.

Devemos fazer a nossa parte para a preservação das nossas florestas, algumas dicas são importantes para isso:

  • Não jogar lixo;
  • Não colocar fogo;
  • Não jogar cigarro ou objetos de combustão;
  • Evitar produtos feitos de madeira extraída de árvores em extinção.

Plantar sempre para o bem do nosso planeta!

E você sabia que dia 17 de julho é o Dia de Proteção às Florestas? Pois é, a preservação da floresta é tão importante que até ganhou um dia em sua homenagem.

Caca-palavras em pdf:

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Atividadades Festa Junina: Capelinha de Melão

Com as festividades juninas chegando várias atividades podemos aplicar de forma de didática para os alunos, filhos, sobrinhos e para os adultos. Confira nossa dica de atividade para o dia de São João:

Caso prefiram temos o material em pdf:

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A importância da leitura para uma criança não alfabetizada

Uma criança que ainda não sabe ler nem escrever pode, sim, aproveitar um momento de leitura. Claro, ela não vai conseguir ler, mas um intermediário a introduzirá nesse novo e rico mundo.

Geralmente, a introdução ao mundo letrado se dá por meio de um (ou muitos) adulto. Essa interação entre a criança e o adulto é muito importante, pois, além de mostrar esse novo modo de ver as coisas, também estreita o vínculo entre eles, o que é super saudável, pois favorece o aprendizado efetivo e deixa registrado na memória de todos os envolvidos os momentos prazerosos compartilhados.

 

Mas, por que é importante que a criança entre em contato com o mundo letrado desde cedo?

lendo livro

O ato de ler é diferente do falar: na leitura textual há o contato com uma forma de linguagem mais formal e rebuscada, com um vocabulário mais amplo e com construções lexicais mais abstratas e complexas.

Aquele que tem contato com o mundo letrado cedo tende a ter mais facilidade na aquisição da escrita.

Mas, atenção, esse contato com o mundo letrado não se dá somente com livros! O ideal é explorar todas as formas de linguagem: oral, escrita e digital (TV, computador), para enriquecer a linguagem dessa criança.

 

Sugestões:

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Ana Teberosky, pesquisadora argentina, num vídeo para o Jornal Futura, dá algumas sugestões que podem ser seguidas tanto pelos pais e outros familiares quanto pelos professores.

  • Manusear livros, mostrando como se usa.
  • Ler em voz alta para a criança fazendo intervenções, ou seja, o adulto faz comentários acerca da leitura e incentiva a participação da criança perguntando, respondendo, localizando imagens ou partes do texto.
  • Incentivar a criança a memorizar a história com a finalidade de ajudá-la no desenvolvimento da linguagem oral.
  • Incentivar a criança a recontar a história (também para desenvolver a linguagem oral).
  • Incentivar a criança a contar a história enquanto o adulto escreve aquilo que está sendo contado.
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Alfabetização de jovens e adultos

HISTÓRICO

Imagem retirada de: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fd/Painel.Paulo.Freire.JPG
Imagem retirada de: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fd/Painel.Paulo.Freire.JPG

O problema do analfabetismo não é exclusivo do Brasil. “Segundo dados da Unesco (2003), (…) 860 milhões de pessoas – um adulto em cada cinco – não sabem ler nem escrever” (Fortunati, 2007, p.95).

Diante destes dados alarmantes, inúmeras discussões foram realizadas, como o Fórum Mundial da Educação, realizado no Senegal, em 2000, que mostrou dados como a queda do número de analfabetismo de 879 milhões para 861 milhões, concluindo que “os avanços reais foram frustrantes – diversas metas foram estabelecidas e não cumpridas, e nenhum aumento significativo nos investimentos fora verificado e embora a alfabetização permaneça no centro das discussões dos educadores internacionais, nada disso resultou na colocação da alfabetização como prioridade absoluta no cenário internacional” (Fortunati, 2007, p.96).

Kunrath (2006, p. 4) cita Brandão e explica que “a educação de adultos aos poucos foi sendo aceita e, em nível institucional, a ideia corrente era de que devia ser um trabalho compensatório, barato e com objetivo básico de integrar os adultos na vida social”. Entretanto, normalmente o poder público não se preocupa com a alfabetização de jovens e adultos (Sepúlveda, 2003), investindo basicamente no ensino regular. Um exemplo disso se refere à Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada na Tailândia, em 1990, que aponta a educação para todos, isto é, reconhece que crianças, jovens e adultos devem ter suas necessidades básicas de aprendizagem supridas, porém a meta estabelecida foi referente somente à educação primária. “No Brasil, isso reflete em números como estes: em 1990, enquanto a matrícula no ensino fundamental era de 36 milhões de alunos, havia apenas 7,7 milhões no ensino médio e apenas 2,6 milhões de pessoas recebiam educação de jovens e adultos”, o que nos leva a concluir que este tipo de educação é desestimulado, sob a justificativa de escassez de recursos, inutilidade do gasto e fracasso das ações empreendidas no passado – e, deve-se deixar claro que a educação de adultos não se restringe à alfabetização (Torres, 2001, p.32).

A educação de adultos ocorre nos mais variados locais: em ambiente escolar, instituições religiosas e até mesmo em locais de trabalho (Paim, 2005).

Na década de 1940, a população brasileira era constituída por um número muito grande de analfabetos e – porque o governo começou a se preocupar com o futuro rendimento do país – pensou-se numa educação de jovens e adultos. Assim, buscou-se metodologias educacionais em outros países, além de contar com contribuições de alguns educadores. Ainda nesta década, o então ministro da educação, Clemente Mariani, preocupou-se com a educação de camadas populares e destacou a extensão da escola gratuita aos setores operários. E, na década de 1950, houve uma maior necessidade de pessoas qualificadas trabalhando em indústrias, o que fez com que as empresas disponibilizassem oportunidades a seus funcionários para completarem sua formação. No período em que Jânio Quadros presidiu o Brasil (1956 a 1960), o governo iniciou projetos de educação de jovens e adultos, primeiramente na região Nordeste, onde se encontrava a pior situação do país, expandindo-se pouco a pouco. O próximo presidente, João Goulart (1961-1964), também se preocupou com a situação de analfabetismo por algumas razões, entre as quais estava o rendimento e, conseqüentemente, o desenvolvimento do país, além de favorecer seu mandato. Assim, buscou a união com a Igreja católica para alfabetizar em massa e ampliou o número de escolas tanto para o ensino regular quanto para o desenvolvimento dos projetos de educação de jovens e adultos. No início da década de 1960, na implantação de programas de educação de jovens e adultos, Paulo Freire propôs uma educação popular libertadora. Ao entrar o regime militar, houve um retrocesso nos avanços da alfabetização de jovens e adultos. O Governo federal, sob sua supervisão e orientação pedagógica, cria e expande o Movimento Brasileiro de Alfabetização – Mobral – no final da mesma década e vai durar até 1985 (Sepúlveda, 2003; Tritapepe, 2004).

O objetivo do Mobral era erradicar o analfabetismo no Brasil em 10 anos. Este programa recebeu muitas críticas por sua ideologia e foi julgado como de baixa qualidade e possuidor de práticas autoritárias. A formação era a mesma para professores do ensino regular e do Mobral, diferenciando apenas no material didático e a metodologia, que tinha base freireana foi distorcida (Sepúlveda, 2003). O Mobral foi substituído pela Fundação Educar, que oferecia um incentivo financeiro e técnico para instituições e organizações não governamentais. Por falta de recursos e o surgimento de uma nova concepção de jovens e adultos, essa fundação foi extinta (Tritapepe, 2004).

Com a lei 5692/71, a Educação de Jovens e Adultos foi regulamentada, chamada de ensino supletivo e é reconhecida como um direito à cidadania. Entretanto, a nova LDB (lei 9394/96) não superou a ideia de reposição do currículo voltada para a educação fundamental das crianças (Sepúlveda, 2003; Santos, 2007).

PENSANDO A PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

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Um cuidado que se deve tomar é evitar a comparação entre a alfabetização de adultos e a de crianças, pois “as crianças estão ‘abertas para o mundo’, disponíveis para o aprendizado, sedentas de saber. Já os adultos têm sobre si uma carga enorme, que carregam com dificuldade. (…) São indivíduos que diariamente têm que lutar pela sua sobrevivência, bem como a de sua família, que estão com a autoestima abalada pela situação social em que se encontram” (Fortunati, 2007, p. 98).

Jovens e adultos possuem vivências: contato com diferenciados tipos de escrita (como rótulos e propaganda, por exemplo) e a oralidade e estas podem constituir subsídios para o início da aprendizagem de leitura e escrita. Assim, a linguagem oral pode ser aliada, se usada como mediadora de “outro processo linguístico em construção” (Souza, 2006, p. 15). Infelizmente, as experiências anteriores dos educandos não são levadas em consideração em muitos programas de alfabetização, o que torna a aprendizagem algo técnico.

Devemos também tomar cuidado com as diferenças entre a linguagem escrita e a falada, pois a primeira não é a simples transposição dos sons da segunda. “Nessa perspectiva, faz-se necessária a busca de maior compreensão da natureza do processo de alfabetização, visando especialmente chamar a atenção para a necessidade de a escola assumir a existência de tipos de língua falada e de compreender estas variações levando em conta a linguagem apresentada pelo alfabetizando, para assim introduzi-lo no mundo da escrita” (Souza, 2006, p.16).

Um problema que se depara ao falar da erradicação do analfabetismo de adultos é saber o local no qual estes se encontram, pois muitas vezes não assumem a condição de analfabetos, por diversos fatores, entre eles, a vergonha, tornando mais difícil a contemplação de auxílio (Fortunati, 2007).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FORTINATI, José. Gestão da educação pública. Porto Alegre: Artmed, 2007.

KUNRATH, Janis Leonicia. A formação de educadores do MOVA-SP no contexto de educação popular. [Dissertação de Mestrado] PUC-SP, 2006.

MEC – Ministério da Educação. Dados do IBGE mostram redução do analfabetismo. 14/09/2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=9063. Acesso: 04 nov. 2007.

PAIM, Jussara Ferreira. Há vida para além da sala de aula: um estudo sobre a identidade do aluno do EJA. [Dissertação de Mestrado] PUC-SP, 2005.

SEPÚLVEDA, Francisca Gorete Bezerra. As práticas pedagógicas das(os) alfabetizadoras(es) do programa de alfabetização solidária de Igaci, Alagoas: a ótica de uma coordenadora pedagógica setorial. [Dissertação de Mestrado] PUC-SP, 2003.

SANTOS, Carlos Daniel dos. Alfabetização de adultos. [palestra] In: Semana da Pedagogia – PUC/SP, 19 de setembro de 2007.

TORRES, Rosa Maria. Educação para todos. Porto Alegre: ArtMed, 2001.

TRITAPEPE, Daniela Di Sessa. Teorias e metodologias para a prática educativa na formação de jovens e adultos. [Trabalho de Conclusão de Curso] Unifmu, 2004.

 

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Pensando sobre o analfabetismo

Um adulto quando assume o papel de alfabetizando já está mudando algo em si, em busca de outra atividade e papel social (ser aluno) e de uma outra condição de ser no mundo; afinal o indivíduo é aquilo que ele faz (Paim, 2005, p.17).

Segundo a Comissão Internacional da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, 1990 (Torres, 2001, p.41), a alfabetização é entendida “como um instrumento singularmente eficaz para a aprendizagem, para o acesso e a elaboração da informação, para a criação de novos conhecimentos e para a participação na própria cultura e na cultura mundial nascente”. Entretanto, infelizmente, a realidade revela que, atualmente, também chamamos de alfabetização “o mero ato de decodificar o código escrito, sem compreendê-lo e utilizá-lo na prática”, que é a chamada alfabetização funcional.

Em nosso convívio social, sem que percebamos, existem inúmeros indivíduos analfabetos: dados de 2007 mostravam que havia, naquele ano, aproximadamente 15 milhões de pessoas maiores de 15 anos que não sabiam ler e escrever em nosso país. Este fato é extremamente lamentável em nossa sociedade, uma vez que dependemos da leitura e escrita para uma infinidade de coisas. Fortunati (2007) nos alerta que, com o analfabetismo, a pessoa fica extremamente vulnerável, pois sua autoestima se reduz muito, causando dificuldades no acesso a alguns serviços essenciais a que ela tem direito.

“O conceito e a prática da alfabetização encontram-se em evolução constante e dinâmica, com novas perspectivas que refletem as transformações societárias, a influência da globalização na linguagem, na cultura e nas identidades, e também a expansão das comunicações eletrônicas” e pode ter dois conceitos distintos. Primeiro, a alfabetização “pode ser um fator de liberação ou, na linguagem de Paulo Freire, de domesticação, assim, a alfabetização vê-se na mesma situação que a educação em geral, quanto a seu papel e a sua finalidade. Em segundo lugar, a alfabetização vincula-se a um vasto espectro de práticas de comunicação, só podendo ser tratada paralelamente aos demais meios de comunicação” (Fortunati, 2007, p.96).

A alfabetização de adultos e a educação continuada trazem diversos objetivos, como: a redução da pobreza e combate à impotência (de maneira mais ampla), aumento de autoestima, maior mobilidade e participação mais intensa na vida comunitária. E, para as mulheres, que compõem 2/3 da população analfabeta, sua alfabetização “significa uma elevação da saúde materno-infantil, o bem-estar das crianças, a probabilidade de as crianças virem a frequentar a escola, a redução dos níveis de fertilidade e papéis políticos e produtivos de maior relevo na sociedade” (Fortunati, 2007, p.97).

Ou seja, a alfabetização de adultos contribuiria para uma sociedade mais justa e igualitária.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FORTINATI, José. Gestão da educação pública. Porto Alegre: Artmed, 2007.

PAIM, Jussara Ferreira. Há vida para além da sala de aula: um estudo sobre a identidade do aluno do EJA. [Dissertação de Mestrado em Educação] PUC-SP, 2005.

TORRES, Rosa Maria. Educação para todos. Porto Alegre: ArtMed, 2001.

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Pedagogia dos Conteúdos X Educação Popular

Existe uma metodologia melhor? Existem, sim, princípios diversos e são estes que norteiam o trabalho do professor, de acordo com a visão de homem e mundo que ele tenha, ele vai fazer com que sua aula tendencie mais para um lado ou outro.

Veja a seguir as diferenças e semelhanças entre a Pedagogia dos Conteúdos e a Educação Popular.

Pedagogia dos Conteúdos

Educação Popular

* Diferenças entre o universo cultural do aluno e a cultura da escola não dificultam a comunicação entre o estudante e o professor.

* Conhecimento universal objetivo (a ser dominada por todos).

* Subordina os demais elementos do processo curricular – objetivos, metodologia e avaliação – aos conteúdos, principalmente ao conhecimento objetivo e sistematizado pela escola (ênfase no conhecimento que a escola deve socialização).

* Procura teorizar a partir da realidade brasileira.

* Valoriza o saber sistematizado e a cultura dominante.

* Enfatiza mais a transmissão que a produção do saber.

* Privilegia a cultura erudita e defendem a socialização do conhecimento objetivo.

* Postura dialética para analisar os problemas educacionais.

* Professor tem uma atuação ativa.

* Valoriza a exploração de todo o significado que aquele conceito possa ter para o estudante, o que exige que partamos de palavras ou conceitos que lhe representem alguma coisa concreta.

* Se restringe à cultura original do aluno.

* O eixo norteador para a organização curricular é as necessidades e exigências da vida social e não as disciplinas tradicionais.

* Procura teorizar a partir da realidade brasileira.

* Enfatiza a necessidade de criação de um conhecimento revolucionário nas escolas.

* Não aceita a separação entre transmissão e produção do saber.

* Valoriza o saber popular e o utiliza como instrumento de conscientização da situação de opressão das camadas subalternas.

* Postura dialética para analisar os problemas educacionais.

* Utiliza espaços educativos não formais.

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A Educação na ABORDAGEM COMPORTAMENTALISTA

Características

Gerais

O homem descobre o conhecimento já existente à sua volta. A experiência é o principal instrumento utilizado para o conhecimento.
Ser Humano O ser humano é uma conseqüência do meio, sempre dependente daqueles que lhe ensinam. O objetivo maior do processo evolutivo é que esse homem torne-se auto-controlável, autossuficiente e, agora que é consciente das influências genéticas e do meio, que transforme alguns dados da realidade.
Mundo A realidade é um fenômeno objetivo, ou seja, o mundo já é construído e o homem é produto do meio. Para que a formulação das relações entre um organismo e seu ambiente seja adequada, devem-se sempre especificar três aspectos: a ocasião na qual a resposta ocorreu, a própria resposta e as conseqüências reforçadoras.
Sociedade –

Cultura

A cultura é o ambiente social, molda e preserva o comportamento daqueles que vivem nela. A sociedade ideal sugere um planejamento social e cultural. O indivíduo tem seu papel nesse planejamento sócio-cultural, que é ser passivo e respondente ao que dele é esperado.
Conhecimento O conhecimento é resultado direto da experiência.
Educação A educação é a transmissão dos comportamentos, práticas sociais, habilidades básicas para o controle do mundo; transmissão da cultura. Quanto mais o comportamento do indivíduo é controlado maior o alcance de sua responsabilidade.
Escola A escola controla, direciona, instala padrões de comportamento para determinado contexto cultural. A escola está ligada a outros sistemas sociais, como governo, política e depende destas para sobreviver. Skinner critica a escola existente que usa de um tipo de controle que não leva o aluno a possuir uma aprendizagem efetiva.
Ensino –

Aprendizagem

A aprendizagem é qualquer comportamento que se acrescenta ao repertório de um organismo e que seja uma mudança comportamental relativamente permanente. É decorrente de uma prática reforçada como: elogios, notas, prêmios, reconhecimento do professor e de outros colegas, incluindo também: aprovação final no curso, possibilidade de ascensão social, monetária etc.
Professor –

Aluno

O professor é responsável por desenvolver o sistema de ensino-aprendizagem levando em consideração tempo, esforços e custos, além da preocupação de que o desempenho do aluno seja máximo. Ele também é considerado um engenheiro comportamental, por projetar os passos do ensino e fixar comportamentos de acordo com critérios por ele decididos. Ao aluno cabe o controle do processo de aprendizagem.
Metodologia A metodologia é individualista buscando potencializar as habilidades individuais. O conteúdo deve ser dividido em partes e ter por foco que o maior número de alunos atinja as metas estabelecidas. O ensino individual consiste em respeitar as diferenças de cada um.
Avaliação A avaliação na perspectiva comportamentalista é feita durante todo o processo educacional, na qual se procura fazer uma pré-testagem para saber sobre os conhecimentos prévios e a partir disso planejar e executar as etapas do processo de ensino-aprendizagem. Pretende verificar o que o aluno aprendeu e se alcançou os objetivos estabelecidos. Os conhecimentos são modelados por meio dos resultados do comportamento.
Considerações

finais

A visão comportamentalista coloca o homem como meio e reativo a ele. O meio é controlado e manipulado e, conseqüentemente, o homem também. Skinner pensa que o homem será livre desta forma, sendo controlado e tendo controle. Por meio de técnicas é que se desenvolve o comportamento social. Tudo que envolve a educação é um arranjo de normas, com práticas efetuadas na sala de aula. A cooperação entre os alunos nesse processo não é enfatizada.
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Planejar para ter aulas de maior qualidade

Planejar faz parte da vida: quando um ano se inicia, planejamos como ele será, quais metas iremos cumprir, o que não queremos repetir, etc. O mesmo acontece quando começamos a trabalhar em um novo emprego, iniciamos um projeto novo, quando nos casamos (ou quando queremos conquistar aquela pessoa especial) ou estamos esperando um bebê. O fato é que planejar nos ajuda a definir os nossos objetivos, o que queremos alcançar. Nos ajuda também, como diz GANDIN & CRUZ (2006, p. 27), a “verificar a que distância, na prática, estamos do ideal e decidir o que se vai fazer para encurtar essa distância”.

Se planejar é essencial em diversos âmbitos de nossa vida, por que seria diferente na escola, na sala de aula ou em cada aula que o professor vai dar? O professor sabe o que deve (ou deveria saber) ensinar, sabe o que os estudantes devem aprender em determinado período – existem muitos documentos do MEC e sugestões de aulas da mesma instituição ajudam a nortear essa ação. Assim, planejando bem a maneira de fazê-lo, as chances de ter um melhor resultado são maiores.

GANDIN & CRUZ (2006, p. 23), mais uma vez, nos alerta sobre a importância do planejamento das aulas:

“Cada plano de sala de aula é parte do esforço geral que a escola empreende. Aquilo que a escola, como instituição social, quer alcançar e que está expresso em seu marco referencial, guiará o trabalho de cada professor(a) e de cada turma de alunos. Se assim não for, é provável que cada professor(a) e cada grupo de alunos, mesmo tentando fazer o máximo, trabalhem segundo seu senso comum pessoal e, até, segundo o humor de cada momento. A escola não terá, nesse caso, uma identidade ideal clara, que é uma condição básica para que se estabeleça um processo de ajuda eficaz ao educar-se das pessoas que dela participam, e para que se estabeleça uma presença social construtora”.

O planejamento passou a ser obrigatório nas escolas na década de 1960. Mas, por não haver embasamento para realizá-lo, ficou reduzido a um quadro com os itens: conteúdos, objetivos, estratégias, recursos e avaliação. Infelizmente, hoje muitos dos profissionais da educação continuam vendo o planejamento de maneira negativa. Ainda falta perceber a importância de se realizar um plano e o auxílio que ele proporciona a seu trabalho docente. Professores o fazem de maneira mecânica, como uma simples ferramenta burocrática da escola, ou seja, o plano é tido como uma exigência da escola e o que nele está escrito fica somente no papel.

Uma das características do plano é a flexibilidade, mas esta também é usada como desculpa para que ele não seja seguido.

Assim, em muitas escolas, o plano está limitado ao programa. E, o que ocorre muitas vezes é que o conteúdo já está estabelecido e aos professores não restam outras aspirações do que transmitir tais conteúdos. O que é muito ruim, pois, sabe-se que o centro do processo educativo não deve ser o conteúdo, mas infelizmente é o que ocorre na prática escolar.

Diante de toda essa problemática, GANDIN & CRUZ (2006) apresentam as partes que um plano de aula deve ter, para que ele realmente possa auxiliar o trabalho do professor e não servir unicamente de enfeite, como acontece em muitas instituições.

Fonte: http://www.b2marketing.com.br/planejamento-estrategico/
Fonte: http://www.b2marketing.com.br/planejamento-estrategico/

Partes de um plano:

1 – Marco operativo

O ponto inicial de se planejar uma boa aula ou um plano de curso, é o marco operativo é o conjunto de ações explanadas com embasamento teórico. O marco operativo dependerá da concepção de educação que o(s) autor(es) do plano tem. E então, surge um problema ao nos depararmos com conteúdos preestabelecidos, pois estes impedem a elaboração a partir dos pressupostos do marco operativo, ou seja, apresenta-se um caminho definido.

2 – Diagnóstico

Diagnóstico é estabelecer um juízo e, para tal, é importante que haja o encontro entre o marco operativo (referencial teórico), a realidade (as possibilidades e os limites que a realidade oferece) e o juízo (conclusões sobre os resultados que estão sendo alcançados, as condições e o modo de trabalho).

Na prática, segundo GANDIN & CRUZ (2006, p. 47-48) são nove as finalidades de um planejamento:

  • organizar a instituição para que funcione sem sobressaltos, isto é, sem problemas: para que se mantenha em bom funcionamento;
  • escolher uma dentre várias alternativas que se apresentam;
  • definir as etapas e o modo de realizar algo que se tem que fazer;
  • melhorar qualitativamente o que se está fazendo;
  • expandir quantitativamente a produção de algum bem;
  • distribuir os recursos de que se dispões;
  • introduzir novas estruturas ou novas maneiras de fazer;
  • contribuir para a manutenção das estruturas sociais existentes, com a introdução de mudanças técnicas e formais;
  • propor uma nova realidade social e contribuir para sua construção, através da transformação de estruturas da realidade existente.

3 – Programação

A programação é a proposta em si, é concretizar aquilo que deve acontecer para atingir os ideais estabelecidos no marco operativo.

Para Gandin & Cruz (2006, p. 70), “ao se elaborar uma programação, as questões básicas são muito simples: << Que necessidades aparecem no diagnóstico? Que objetivos, estratégias, normas, atividades permanentes são aptas e possíveis para superá-las, em parte ou totalmente? >>”.

Assim, em sua prática de trabalho, ao planejar suas aulas, o professor não pensará nos conteúdos preestabelecidos, mas em atividades que contemplarão as categorias citadas acima. Os autores pontuam que deve-se trabalhar com objetivos e não com conteúdos, pois os conteúdos estarão integrados em cada objetivo e é isto que nos faz sair de uma proposta conteudista para realizar um trabalho significativo.

 

FONTE: GANDIN, Danilo; CRUZ, Carlos Henrique Carrilho. Planejamento na sala de aula. 6ª ed, Petrópolis: Vozes, 2006.

 

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Como educar nossas crianças e adolescentes

Os educadores sentem-se inseguros e desmotivados para lidar com o conflito, que, na maioria das vezes, é visto como uma coisa antinatural. No entanto, na perspectiva construtivista, o conflito é visto como necessário e é por meio dele, por exemplo, que se trabalha a autorregulação.

O professor deve aprender a lidar com as crises, mas é muito difícil vermos esse tema ser trabalhado tanto na graduação quanto nos cursos de formação continuada. Desse modo, ele acaba usando de mecanismos, como conter, evitar ou ignorar o conflito, não aproveitando esses momentos para aprendizado do aluno de como relacionar-se e ser uma pessoa autônoma e ética.

É fato que nós temos vários “quereres” no nosso dia a dia que se contradizem entre si, mas ao desenvolver a autorregulação, somos capazes de agir de maneira mais ética. Por exemplo, eu não consigo dominar dentro de mim o desejo que sinto por um homem, mas eu posso não expressar esse sentimento se ele for casado. É aí que a ética atua, ela não põe restrição ao sentimento, mas sim aos atos. Isso deve ficar claro aos alunos e também aos professores na escola.

No entanto, para “resolver” os conflitos, a escola costuma usar sempre a mesma estratégia, mesmo quando percebe-se que estas não trazem resultados efetivos.

Telma Vinha alerta: uma regra reverte em ação se está envolvida com afetividade.

Deve-se trabalhar a consequência das atitudes, ampliando também o valor que o indivíduo tem para desenvolver a autorregulação. Muitas vezes, a escola faz o aluno pagar uma punição, mas não o faz pensar nas consequências dos seus atos – isso não gera aprendizado: pode fazer com que a pessoa não cometa mais a infração, mas por medo da punição e não porque aprendeu o motivo pelo qual não se deve ter tal atitude. Esse ato pode fazer com que ela reincida na infração quando não houver a presença de uma figura de autoridade.

Uma questão que geralmente é mal trabalhada na escola é a maneira como os professores lidam com agressões entre os pares. Na maioria das vezes não se dá o devido valor a isso – pesquisas mostram que a punição é muito maior ao aluno que desrespeita uma figura de autoridade ou infringe uma regra estabelecida do que quando agride, seja verbalmente quanto fisicamente, um par. Claro está que o professor faz isso porque não sabe lidar com esse tipo de problema e acaba interpretando tal atitude como indisciplina. Mas essa questão é muito grave, pois é aqui que a aprendizagem sobre as relações interpessoais vai se dar.

Na sociedade há duas instituições responsáveis pela educação: a família e a escola. Na família, as relações são assimétricas, ou seja, as regras não são para todos (o filho deve dormir às 21h, mas o pai pode ficar assistindo televisão até à 1h, por exemplo). Já na escola, as regras são – ou deveriam ser – mais simétricas (o aluno não pode usar o celular e o professor também não, por exemplo) e as relações não são mais tão estáveis: a manutenção das relações depende de como se trata o outro (diferente da família, que mesmo eu batendo na minha irmã, ela sempre será a minha irmã). Assim, justiça e respeito se aprendem melhor no espaço público, ou seja, na escola, do que em casa, com a família.

Conflitos que acontecem na escola é responsabilidade da escola: levar para os pais é “assinar um atestado de
incompetência”. O ideal é que a escola faça uma análise desses conflitos, porém é muito comum haver a terceirização do conflito: o professor não considera que seja sua função lidar com o conflito e, por isso, ele retira o aluno da sala de aula ou manda bilhetes aos pais.

Por outro lado, a forma como a escola lida com o aluno no que se refere ao envio das informações para a família tem gerado sentimentos de fracasso e angústia nos pais, além de tensão no relacionamento com seus filhos, não resultando nas mudanças almejadas.

* Apontamentos da palestra: Diálogos Pertinentes: O papel da família e da escola na educação de nossas crianças, ministrada por Telma Vinha, em 21 de março de 2013, no Sinpro/SP

Para saber mais: Grupo de Estudo e Pesquisa de Educação Moral

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BULLYING: problema que deve ser levado a sério

“O que para um aluno é brincadeira, para outro pode ser constrangimento. Incentivamos essa reflexão e já sentimos o retorno”, contou Marcia Gallo em uma reportagem sobre o tema para o Diário do Grande ABC de 27 de outubro de 2009.

O bullying é toda atitude intencional e repetitiva realizada por um ou mais estudantes contra outro ou outros, provocando dor e angústia. “Os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possíveis a intimidação da vítima” (ABRAPIA, s/d).

Os alvos de bullying são indivíduos ou grupos geralmente pouco sociáveis e inseguros, o que impede que busquem auxílio.

“São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. (…) Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos” (ABRAPIA, s/d).

“As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho. Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio” (ABRAPIA, s/d).

Os autores do bullying podem manter esse comportamento fora da escola, inclusive na vida adulta. Assim, há possibilidade de tornarem-se adultos com atitudes agressivas tanto na família quanto no ambiente de trabalho e até mesmo envolverem-se em atos de delinqüência ou crimes.

“Geralmente, os autores de Bullying, procuram pessoas que tenham alguma característica que sirva de foco para suas agressões. Assim, é comum eles abordarem pessoas que apresentem algumas diferenças em relação ao grupo no qual estão inseridas, como por exemplo: obesidade, baixa estatura, deficiência física, ou outros aspectos culturais, étnicos ou religiosos” (ABRAPIA, s/d).

Neste processo também há as testemunhas, aqueles que convivem com a situação e permanecem calados, geralmente, por temerem tornarem-se também vítimas.

“Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente” (ABRAPIA, s/d).

Por ser algo que muitas vezes não é percebido tanto por professores quanto pelos pais, a ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e á Adolescência) cita alguns indicadores para facilitar a identificação de bullying na escola:

  • Demonstrar falta de vontade de ir à escola;
  • Sentir-se mal perto da hora de sair de casa;
  • Pedir para trocar de escola;
  • Revelar medo de ir ou voltar da escola;
  • Pedir sempre para ser levado à escola;
  • Mudar frequentemente o trajeto entre a casa e a escola;
  • Apresentar baixo rendimento escolar;
  • Voltar da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados;
  • Chegar muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis;
  • Tornar-se uma pessoa fechada, arredia;
  • Parecer angustiado, ansioso, deprimido;
  • Apresentar manifestações de baixa auto-estima;
  • Ter pesadelos freqüentes, chegando a gritar “socorro” ou “me deixa” durante o sono;
  • “Perder”, repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro;
  • Pedir sempre mais dinheiro ou começar a tirar dinheiro da família;
  • Evitar falar sobre o que está acontecendo, ou dar desculpas pouco convincentes para tudo;
  • Tentar ou cometer suicídio.

Diante de tal fato, a escola deve tomar uma atitude para controlar o bullying. As medidas adotadas devem envolver toda a comunidade escolar (ABRAPIA, s/d).

Conversar com o estudante é uma possibilidade, mas que nem sempre resolve o problema. O importante, segundo a ABRAPIA (s/d) é não exigir dele o que ele não se sente capaz de realizar e nunca culpá-lo pelo que está acontecendo. Outra coisa muito importante é que deve-se intervir imediatamente nos casos de bullying, assim que forem identificados.

Ajudar todos a lidar com as diferenças é algo muito importante para que cesse este tipo de comportamento na escola. Para isso, o professor pode levar seus alunos a questionar e trabalhar seus preconceitos, “promovendo debates, nos quais possam tomar consciência dessas questões e confrontar suas ideias” com outros alunos. (ABRAPIA, s/d).

Seguem sugestões da ABRAPIA para professores e funcionários da escola para tentar resolver esta situação:

  • Desde o primeiro dia de aula, avisem aos alunos que não será tolerado Bullying nas dependências da escola. Todos devem se comprometer com isso: não o praticando e avisando à direção sempre que ocorrer um fato dessa natureza;
  • Promovam debates sobre Bullying nas classes, fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos alunos;
  • Estimulem os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema na escola, para saber o que alunos, professores e funcionários pensam sobre o Bullying e como acham que se deve lidar com esse assunto;
  • Convoquem assembleias, promovam reuniões ou fixem cartazes, para que os resultados da pesquisa possam ser apresentados a todos os alunos;
  • Facultem a oportunidade de que os próprios alunos criem regras de disciplina para suas próprias classes. Essas regras, depois, devem ser comparadas com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências;
  • Da mesma maneira, permitam que os alunos busquem soluções capazes de modificar o comportamento e o ambiente;
  • Sempre que ocorrer alguma situação de Bullying, procurem lidar com ela diretamente, investigando os fatos, conversando com autores e alvos. Quando ocorrerem situações relacionadas a uma causa específica, tentem trabalhar objetivamente essa questão, talvez por meio de algum projeto que aborde o tema. Evitem, no entanto, focalizar alguma criança em particular.
  • Nos casos de ocorrência de Bullying, conversem com os alunos envolvidos e digam-lhes que seus pais serão chamados para que tomem ciência do ocorrido e participem junto com a escola da busca de soluções;
  • Interfiram diretamente nos grupos, sempre que isso for necessário para quebrar a dinâmica de Bullying. Façam os alunos se sentarem em lugares previamente indicados, mantendo afastados possíveis autores de Bullying, de seus alvos.
  • Conversem com a turma sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem as diferenças de cada um. Reflita com eles sobre como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados.

Para os pais:

  • Saiba que tanto o autor quanto o alvo estão precisando de ajuda;
  • Não tente ignorar a situação, nem procure fazer de conta que está tudo bem;
  • Procure manter a calma e controlar sua própria agressividade ao expor o tema. Mostre que a violência deve ser sempre evitada.
  • Não agrida, nem intimide;
  • Mostre que você sabe o que está acontecendo, mas procure demonstrar que você o(a) ama, apesar de não aprovar esse seu comportamento;
  • Procure saber porque ele(a) está agindo assim e o que poderia ser feito para ajudá-lo(a);
  • Garanta a ele(a) que você quer ajudá-lo(a) e que vai buscar alguma maneira de fazer isso;
  • Dê orientações e limites firmes, capazes de ajudá-lo(a) a controlar seu comportamento;
  • Procure auxiliá-lo(a) a encontrar meios não agressivos para expressar suas insatisfações;
  • Encoraje-o(a) a pedir desculpas ao colega que ele(a) agrediu, seja pessoalmente ou por carta;
  • Tente descobrir alguma coisa positiva em que ele(a) se destaque e que venha a melhorar sua auto-estima;
  • Procure criar situações em que ele(a) possa se sair bem, elogiando-o(a) sempre que isso ocorrer.

 

Referências bibliográficas:

ABRAPIA. Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes. Disponível em: http://www.bullying.com.br/BConceituacao21.htm. Acesso: 27 out 09.

FAJARDO, V. São Caetano vai combater bullying. In: Diário do Grande ABC. Edição 14124. 27/10/2009. Disponível em: http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=1&id=5774568&titulo=Sao+Caetano+vai+combater+’bullying‘. Acesso: 27 out 09.

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